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Saúde

Foto: Freepik/@wirestock - Freepik

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O Dia Nacional de Combate ao Fumo, neste 29 de agosto, é uma data trabalhada em diversas esferas do poder público e privado a fim de conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo à saúde e aos danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Um dos profissionais essenciais na saúde, e que pode ajudar cada vez mais na causa, é o profissional farmacêutico.

O cidadão que precisa de um medicamento passa quase que obrigatoriamente por um farmacêutico, seja em postinhos de saúde, Upas, hospitais, farmácias, entre outros. Muitos dos medicamentos solicitados pelos médicos não podem ser consumidos em interação com o cigarro. A fumaça possui substâncias que podem alterar a forma como o corpo processa tal remédio, comprometendo a eficácia e a segurança do tratamento.

Levando em consideração o atendimento olho a olho com o paciente, o farmacêutico pode utilizar seus conhecimentos técnicos para ajudar, sendo um esclarecedor de prejuízos e riscos. A importância desse papel é reforçada pelo presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins (Sindifato), Renato Soares Pires Melo:

"Como farmacêuticos, temos uma posição única e crucial na linha de frente da saúde. Além de garantir o uso correto dos medicamentos, é nossa responsabilidade primordial alertar sobre os perigos do tabagismo, especialmente quando ele interfere na eficácia dos tratamentos. Muitas vezes, somos o primeiro e mais acessível contato do paciente com um profissional de saúde, e é nosso dever usar essa proximidade para educar e prevenir, mostrando claramente como o fumo pode sabotar a recuperação e comprometer a saúde a longo prazo. É um papel de orientador e guardião da saúde, que exige proatividade", afirmou o representante. 

O farmacêutico também pode ajudar um amigo, quando perceber que está autorizado a falar sobre o assunto. Também tem a capacidade técnica de prestar informações para fumantes que buscam medicações visando diminuir a vontade de fumar.

Um plano de ação fará toda a diferença na abordagem: é essencial que o diálogo seja acolhedor. Opções de tratamento podem ser apresentadas, tais quais:

Terapia de Reposição de Nicotina (TRN): o profissional pode explicar como funcionam os adesivos, gomas, pastilhas e sprays nasais que fornecem nicotina em doses controladas, ajudando a diminuir a síndrome de abstinência.

Medicamentos: o farmacêutico pode orientar sobre medicamentos de venda controlada, como a bupropiona e a vareniclina, que reduzem a vontade de fumar. Nesses casos, a recomendação é sempre que o cidadão procure um médico para que ele faça a prescrição.

Aconselhamento Comportamental: o farmacêutico pode sugerir estratégias práticas, como evitar situações-gatilho, praticar exercícios físicos, encontrar hobbies e adotar uma alimentação saudável.

O farmacêutico ainda pode orientar sobre como lidar com sintomas de abstinência: irritabilidade a ansiedade. O Sindifato destaca, porém, que esse tipo de ação, o de se envolver na causa do paciente, deve ser baseado na vontade do profissional em ajudar.

"O combate ao tabagismo é um desafio de saúde pública, e o farmacêutico é um pilar fundamental nessa luta. Não nos limitamos a dispensar receitas; somos agentes de transformação na vida das pessoas. Ao oferecer aconselhamento, indicar tratamentos e, acima de tudo, acolher o indivíduo que busca deixar o cigarro, estamos cumprindo um papel social e profissional de imenso valor. O Sindifato reafirma seu apoio e incentivo para que cada farmacêutico abrace essa causa com dedicação, reforçando a importância da nossa profissão no cuidado integral e na promoção de uma sociedade mais saudável e livre do tabaco", reforça o presidente do Sindifato