Após um fim de ano marcado por compras concentradas, o varejo brasileiro começa 2026 com expectativa de crescimento nas vendas, ainda que em um ritmo mais moderado. Projeções do Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IAV-IDV) indicam avanço de 2,8% em janeiro e de 2,2% em fevereiro, depois de uma alta de 1,6% registrada em dezembro. Em novembro, o indicador já havia apresentado crescimento de 2,7%.
Esse movimento mais contido no início do ano é considerado natural, já que parte do consumo foi antecipada para as datas do fim de 2025. Quando ajustados pela inflação medida pelo IPCA, os números apontam retração real, o que reforça a necessidade de estratégias mais cuidadosas para manter o desempenho. O indicador leva em conta o volume total de vendas do comércio varejista, medido pelo IBGE, sempre em comparação com os mesmos meses do ano anterior.
Para a consultora em atendimento estratégico Giovanna Fernandes, esse cenário torna o atendimento um dos principais aliados do varejo em 2026. "Depois de um período de compras mais intensas, o consumidor fica mais seletivo. Quem consegue oferecer um atendimento claro, ágil e próximo mantém o cliente por mais tempo e reduz os impactos desse momento de ajuste", explica.
Além de ajudar a atravessar os primeiros meses, o atendimento também influencia diretamente os resultados ao longo do ano. Estudos de mercado mostram que consumidores satisfeitos tendem a retornar com mais frequência, confiar mais na marca e ampliar o valor das compras, o que contribui para um crescimento mais consistente, mesmo em cenários desafiadores.
Segundo Giovanna, o começo do ano é um momento estratégico para ajustes internos. "Janeiro é o período ideal para revisar processos, alinhar equipes e entender onde o cliente encontra dificuldades. Quando o atendimento é bem estruturado, ele não só sustenta as vendas, como aumenta o ticket médio e fortalece o relacionamento ao longo de todo o ano", afirma. (Precisa/AI)

