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Saúde

Foto: Freepik/IA

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O Janeiro Seco e o Janeiro Branco são duas iniciativas que se conectam e refletem na saúde pública. A primeira campanha desafia o cidadão a fazer um detox de álcool durante todo este mês e a segunda convida a sociedade a cuidar do mental, colocando-o no centro das prioridades. Na análise do Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins (Sindifato), o álcool - idolatrado como rota de fuga perfeita para a resolução de problemas - é um dos principais vilões do equilíbrio emocional. 

"O álcool costuma criar uma falsa ilusão de solução: ele pode até aliviar a tensão por alguns instantes, mas não resolve o que precisa ser enfrentado, apenas adianta e complica. A sensação de felicidade que vem junto, muitas vezes, é só um brilho passageiro, porque ele reduz a percepção do problema sem mudar a realidade. No fim, o que parecia “ajuda” vira fuga, e a conta emocional costuma chegar depois, mais pesada", argumenta o presidente Renato Soares. 

A moderação é o caminho, reforça a entidade representativa. A bebida afeta a química cerebral, agravando condições como depressão e ansiedade. Embora possa oferecer alívio temporário, seu uso excessivo ou dependência piora o bem-estar e a impulsividade, aumentando o risco de problemas sérios, sendo crucial buscar ajuda profissional para gerenciar o consumo e a saúde mental. 

Para a entidade representativa dos farmacêuticos, o Janeiro Seco vai além de um desafio pós‑festas: é uma oportunidade de reflexão sobre hábitos, emoções e padrões de comportamento. É ainda a chance de observação de como o corpo reage sem a bebida por um período de tempo estendido. 

Os sinais positivos aparecem ainda nas primeiras semanas, porque o organismo deixa de priorizar a metabolização da droga e passa a direcionar energia para funções essenciais, como o sono, a digestão e a função hepática. 

Estudos

No último relatório global publicado sobre álcool, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atribuiu a essa droga 18% das mortes autoprovocadas (suicídios) ocorridas em 2019, o que representa mais de 203 mil pessoas em todo o mundo. 

Dados da OMS e do Ministério da Saúde mostram a dimensão do problema do álcool no Brasil. Em 2019, a quantidade da bebida consumida por pessoa foi 7,7 litros, bem acima da média mundial de 5,5 litros. Além disso, o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do MS, identificou que mais de 20% dos adultos do país faziam uso abusivo de álcool no Brasil em 2023.

Onde buscar ajuda

Pessoas que estejam sofrendo com ideações suicidas ou outras emoções desafiadoras ou que tenham problemas decorrentes do consumo de álcool podem procurar ajuda nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde. 

Em situações de emergência, também é possível pedir ajuda nas Unidades de Pronto Atendimento e hospitais, ou acionando o SAMU 192.

Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional para a prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, pelo número 188, e também pela internet, no site cvv.org.br.

"As pessoas que têm dificuldade para se abster do álcool, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho(a). Esse caminho pode ser duro, e pedir ajuda não é fraqueza, é um passo de coragem e cuidado com a própria vida. Buscar apoio profissional, grupos de apoio e pessoas de confiança é essencial para sair dessa situação e reconstruir, um dia de cada vez, uma vida com mais estabilidade e liberdade", orienta o presidente Renato. 

Sindifato

Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins foi fundado em 20 de setembro de 1997 e registrado em 8 outubro de 1998, quando foi constituída a primeira diretoria em assembleia geral da categoria. É formado pela Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Delegados Representantes junto à Federação, efetivos e suplentes, eleitos a cada quatro anos. 

E-mail: contato@sindifato.org.br. Página online:  https://www.sindifato.com.br/. Instagram (@sindifato).  _(Matéria com informações complementares da Agência Brasil)_