A secretária municipal de Ação Social e da Mulher e primeira-dama de Palmas, Polyanna Siqueira Campos, instalou um gabinete de crise, que passou a funcionar a partir de sábado, 10, dentro do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Xerente, no Jardim Taquari, com o objetivo de organizar e coordenar as ações imediatas em resposta ao vendaval que atingiu residências do setor na noite de quinta-feira, 8.
A medida integra o Plano de Ação Emergencial elaborado pela Secretaria Municipal de Ação Social e da Mulher (Semasmu), em conjunto com secretarias parceiras que tem por objetivo orientar a atuação articulada do município diante da situação de emergência causada pelos fortes ventos, que provocaram prejuízos especialmente entre famílias em situação de vulnerabilidade social.
“As equipes iniciaram as visitas aos moradores atingidos ainda na manhã deste sábado para dar início aos relatórios técnicos que subsidiarão a concessão de benefícios”, explicou Polyanna Siqueira Campos, acrescentando que “o gabinete de crise funciona como ponto central de articulação das respostas do município, reforçando o compromisso da Prefeitura de Palmas com a proteção social e o atendimento ágil às famílias do Jardim Taquari”.
O plano está fundamentado nos princípios do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o objetivo central é garantir proteção social imediata às famílias afetadas, preservando vidas, reduzindo danos sociais e assegurando condições mínimas de dignidade. Entre as ações prioritárias coordenadas pelo gabinete de crise estão a identificação e o cadastramento das famílias atingidas, a avaliação dos danos sociais, habitacionais e de subsistência, além da viabilização do acesso a benefícios eventuais e aos serviços socioassistenciais.
Visitas
Moradora do Jardim Taquari, a dona de casa Wanúbia Tiago da Silva, recebeu a visita dos técnicos da Semasmu e relatou momentos de medo durante o vendaval. “Eu estava em casa com meus dois filhos e vi parte do telhado sendo destruída. Também presenciei a queda de uma árvore enorme que havia no quintal. O barulho era muito forte, telhas estourando no chão. Foram momentos de muito medo”, contou.
O secretário-executivo de Ação Social, Amilson Rodrigues, pontuou que as ações serão realizadas de maneira intersetorial, pois há danos que precisam de apoio de diversas políticas públicas. A ação terá parceria do Governo do Estado, por meio da Setas, por se tratar de uma situação de emergência e calamidade. “Os governos se unem em cooperação, com foco nas famílias e na preservação da vida humana”, afirmou.
De acordo com a superintendente de Proteção Social Especial, Marlucy Albuquerque, as equipes continuarão o trabalho nos próximos dias. “Vamos de casa em casa para realizar as visitas técnicas, preencher os formulários e mapear as famílias, possibilitando o encaminhamento dos benefícios eventuais para situações de riscos, perdas e danos que comprometam a sobrevivência, desde que não sejam atendidas por outras políticas públicas”, explicou.
Estado
A secretária estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social, Cleizenir Divina dos Santos, averiguou de perto a situação do Taquari e destacou a importância da atuação conjunta no atendimento às famílias. “A Setas vai buscar formas de apoiar esse atendimento emergencial, pois as pessoas não podem esperar; temos pressa em providenciar os instrumentos legais para realizar os repasses e assegurar uma resposta rápida”, ressaltou.
Foto: Regiane Rocha /Secom Palmas
Situação de emergência
O prefeito Eduardo Siqueira determinou e foram publicados no Diário Oficial de Palmas dois decretos para enfrentar os danos causados pelo forte vendaval que atingiu especialmente o Taquari.
O Decreto nº 2.840/2026 declara situação de emergência nas áreas afetadas pelo desastre, classificado como vendaval. A medida tem validade inicial de 180 dias e permite que o município atue de forma mais ágil e integrada para garantir o atendimento à população, a recuperação das áreas atingidas e a reconstrução dos danos.
Foto: Edu Fortes/Secom PalmasCom o decreto, todos os órgãos municipais ficam autorizados a trabalhar em conjunto com a Defesa Civil, utilizando recursos humanos, materiais e logísticos disponíveis. Também fica permitida, em caráter emergencial, a contratação direta de serviços e a compra de materiais essenciais, sem necessidade de licitação, conforme prevê a legislação. Em situações de risco, as equipes podem entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar evacuação, sempre com o objetivo de preservar vidas.
Já o Decreto nº 2.841/2026 regulamenta, de forma excepcional, a concessão de benefícios eventuais às famílias e pessoas diretamente atingidas pelo vendaval. O objetivo é garantir proteção social imediata e reduzir os impactos causados pelo desastre.
Entre os benefícios previstos estão:
*auxílio financeiro temporário, que poderá chegar a até 170 Unidades Fiscais do Município de Palmas (UFIPs) – unidade fixada em 2026 no valor de R$ 4,83 – , concedido em até três parcelas mensais;
*entrega de cestas básicas, água, kits de higiene, colchões e outros itens essenciais;
*fornecimento de materiais de construção para reparos emergenciais;
*aluguel social para famílias que tiveram as casas interditadas ou destruídas, no valor de 174 UFIPs, pelo período de até três meses, com possibilidade de prorrogação por mais três meses, mediante nova avaliação técnica;
*acolhimento provisório em abrigos, quando necessário.



