A incorporação de tecnologia tem transformado a gestão das fazendas no Tocantins. Em um cenário de expansão da pecuária e maior exigência por eficiência, produtores têm investido em ferramentas que permitem acompanhar indicadores em tempo real e tomar decisões com base em dados.
Dados do IBGE e da Embrapa apontam o avanço da adoção tecnológica no campo brasileiro, impulsionando sistemas mais intensivos e produtivos. No Tocantins, onde o rebanho supera 11 milhões de cabeças, segundo a Adapec, esse movimento reforça a profissionalização da atividade.
Na prática, softwares de gestão, identificação eletrônica e sensores permitem o controle detalhado do rebanho, redução de falhas e melhor planejamento das operações. O uso de drones também vem ampliando o monitoramento de pastagens e áreas produtivas, garantindo mais agilidade e precisão no manejo.
Na Fazenda Santana, em Pium, a pecuarista Maria Elizabeth de Rooy Nascimento já utiliza essas tecnologias na rotina. “Há seis anos adotamos software de gestão e brinco eletrônico, o que trouxe mais organização das informações, rastreabilidade e controle individualizado dos animais”, afirma.
“Com a gestão individualizada, conseguimos avaliar melhor a produção e descartar animais menos produtivos. O brinco eletrônico trouxe mais agilidade no manejo e reduz erros, enquanto o uso de drones aumentou a precisão nas operações e reduziu desperdícios”, explica.
A análise de solo também passou a orientar o uso mais eficiente de insumos e a produtividade das pastagens.
A produtora destaca ainda que a adoção exigiu adaptação. “Houve resistência no início, mas com treinamento e resultados práticos, a equipe passou a utilizar as ferramentas com confiança.”
Além da gestão, outro ponto de destaque é a integração entre tecnologia e genética. O cruzamento de dados sobre desempenho, ganho de peso, fertilidade e qualidade de carcaça permite uma seleção mais precisa dos animais, acelerando os resultados ao longo dos ciclos produtivos.
Para o presidente da Novilho Precoce Tocantins, Fernando Penteado, a tecnologia já é parte essencial da atividade. “O produtor que trabalha com informação e ferramentas modernas ganha eficiência, melhora a qualidade da produção e evolui com mais consistência. Hoje, quem não acompanha esse movimento acaba ficando para trás.”
A tendência é que o uso de tecnologia continue avançando no campo, consolidando a gestão baseada em dados como um dos pilares da pecuária moderna. (KIW/AI)

