O Brasil registrou aumento na mortalidade por acidentes de transporte pelo sexto ano consecutivo, com 38.253 óbitos em 2024, o maior patamar desde 2019. A taxa passou de 15,8 para 18 mortes por 100 mil habitantes entre 2019 e 2024, crescimento de cerca de 14% no período. Com mais de 82% dos óbitos registrados, homens representam a maioria das vítimas. Os dados são do DATASUS-SIM e estão disponíveis no Observatório da Saúde Pública, da Umane, organização da sociedade civil que fomenta iniciativas no âmbito da saúde pública.
O impacto dos acidentes de transporte também se reflete na pressão sobre o sistema de saúde. Apenas as internações de motociclistas acidentados somaram mais de 150 mil hospitalizações na rede pública em 2024, segundo o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Desde 2008, quando foram registrados cerca de 41 mil casos, esse número cresceu aproximadamente 265%. “O expressivo aumento nos acidentes de transporte não são apenas uma questão de mobilidade urbana como também um problema relevante de saúde pública, e figuram entre as principais causas evitáveis de internações e mortes no país, gerando impactos diretos no SUS. Medidas como controle do consumo de álcool, respeito aos limites de velocidade e regras de trânsito, além do uso de capacete, são ações simples que, uma vez respeitadas, trariam um grande benefício a toda a sociedade”, afirma Evelyn Santos, gerente de Investimento e Impacto Social da Umane.
Entre as capitais, Palmas/TO apresenta a maior taxa de mortalidade por acidentes de transporte no País, com 30,6 mortes a cada 100 mil habitantes em 2024. Na sequência aparecem Porto Velho/RO, com 23,1, e Teresina (PI), com 21,4.
Em contrapartida, as menores taxas foram registradas em São Paulo/SP, com 4,3 mortes por 100 mil habitantes; Rio de Janeiro/RJ, com 4,5; e Salvador/BA, com 7,4. 7
Em 2024, os dados indicam que a maioria das vítimas era de pessoas pardas (21.296), seguidas por brancas (14.113) e pretas (2.187). As faixas etárias mais atingidas foram de 25 a 54 anos, totalizando cerca de 21 mil mortes, o equivalente a 54% do total de óbitos registrados no ano.
Confira abaixo as taxas de mortalidade de todas as capitais.
|
Município |
UF |
Taxa a cada 100 mil habitantes |
|
Palmas |
TO |
30,6 |
|
Porto Velho |
RO |
23,1 |
|
Teresina |
PI |
21,4 |
|
Boa Vista |
RR |
19,8 |
|
Cuiabá |
MT |
18,9 |
|
Campo Grande |
MS |
18,8 |
|
Goiânia |
GO |
18,7 |
|
Rio Branco |
AC |
17 |
|
Manaus |
AM |
15,6 |
|
São Luís |
(MA) |
14,2 |
|
Aracaju |
SE |
13,2 |
|
Belém |
PA |
12,7 |
|
Macapá |
AP |
11,9 |
|
Florianópolis |
SC |
11,3 |
|
Recife |
PE |
11,3 |
|
Curitiba |
PR |
11,1 |
|
Vitória |
ES |
11,1 |
|
Brasília |
DF |
10,9 |
|
Maceió |
AL |
10,5 |
|
Fortaleza |
CE |
9,9 |
|
João Pessoa |
PB |
9,8 |
|
Porto Alegre |
RS |
9,4 |
|
Belo Horizonte |
MG |
9,1 |
|
Natal |
RN |
7,4 |
|
Salvador |
BA |
7,4 |
|
Rio de Janeiro |
RJ |
4,5 |
|
São Paulo |
SP |
4,3 |

