O aumento de casos de vírus respiratórios no Brasil em 2026 reforça a importância da higienização em ambientes escolares como medida central de prevenção. Dados do Ministério da Saúde, com base no sistema Sivep-Gripe e análises da Fiocruz (Boletim Info Gripe), indicam que o país já ultrapassou 16 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Desse total, cerca de 5 mil casos tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios, com predominância da influenza A - grupo que inclui o H1N1 - entre os principais responsáveis por internações. A região Sudeste concentra parte significativa das notificações, com circulação relevante de vírus como a influenza A, responsável por cerca de 20% dos casos positivos e também presente entre as principais causas de óbitos por SRAG.
No estado de São Paulo, o cenário acompanha a tendência observada no país, com aumento recente dos casos especialmente nas últimas semanas epidemiológicas. O avanço tem sido mais evidente entre crianças e adolescentes, especialmente na faixa de 2 a 14 anos, mais expostos a ambientes coletivos como escolas e creches. Também há registro de óbitos associados a vírus respiratórios, incluindo Influenza, em diferentes faixas etárias, o que reforça o sinal de alerta.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que a higienização adequada dos ambientes escolares é uma das principais barreiras contra a disseminação do vírus. Segundo Marcos Soares, engenheiro químico e especialista em produtos para higienização de ambientes da Klivex, a limpeza precisa ser contínua e criteriosa, com atenção especial a superfícies de contato frequente, como carteiras, maçanetas, corrimãos e equipamentos compartilhados. “O uso de produtos adequados e a correta diluição são fundamentais para garantir a eficácia do processo”, ressalta.
Além das salas de aula, o especialista ressalta que a manutenção de sistemas de climatização exige atenção. Os equipamentos de ar-condicionado devem passar por limpeza regular e troca periódica de filtros, seguindo os prazos recomendados pelos fabricantes e normas sanitárias. “Ambientes mal higienizados podem favorecer a circulação de partículas contaminadas e ampliar o risco de transmissão”, alerta.
Medidas individuais também seguem indispensáveis. A retomada de hábitos como o uso de álcool em gel, a lavagem frequente das mãos, especialmente antes das refeições e o uso de máscaras em casos de sintomas respiratórios contribui diretamente para a redução do contágio. O especialista enfatiza que orientar crianças e jovens sobre etiqueta respiratória, como cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, também deve ser reforçada no ambiente escolar.
A prevenção exige ação conjunta entre escolas, famílias e poder público. Investir em protocolos de higienização, manutenção de infraestrutura e educação em saúde é fundamental para proteger crianças e adolescentes e conter o avanço da Influenza no país.

