O Ministério da Cultura (MinC) emitiu o Certificado de Ponto de Cultura, reconhecimento oficializado em 2025 com a inclusão do Instituto Cultural Umbandista A Tenda do Caboclo Sultão da Mata e Pai Joaquim de Aruanda na rede oficial da Política Nacional Cultura Viva.
A titulação reconhece formalmente a contribuição da entidade na difusão da diversidade cultural, na preservação da herança afro-brasileira e no fortalecimento de redes de solidariedade comunitária no Tocantins.
Como Ponto de Cultura, o Instituto ganha chancela federal para ampliar e consolidar sua agenda de atividades, que inclui a promoção de festejos tradicionais — como a Feijoada dos Pretos Velhos e as homenagens ao Dia da Consciência Negra, além de rodas de conversa, oficinas e ações afirmativas de combate à intolerância religiosa.
De acordo com a liderança da instituição, a certificação é um passo fundamental para tirar a cultura de matriz africana da invisibilidade em solo tocantinense. "Este certificado não é apenas um documento administrativo; é o reconhecimento do Estado brasileiro de que nossos saberes, nossa ancestralidade e o nosso chão de terreiro produzem cultura e dignidade social de forma legítima e essencial para a sociedade", destaca o sacerdote, teólogo e escritor Gildener Sousa, o pai Gil, dirigente do Instituto.
A partir desta titulação, a entidade passa a integrar o cadastro nacional de Pontos de Cultura, habilitando-se a concorrer a editais específicos de fomento à cultura popular e a impulsionar novos projetos que aliem resgate histórico, arte e promoção de direitos humanos na região norte.
Histórico e Atuação da Instituição
Sediado em Palmas, capital do Tocantins, o Instituto destaca-se pelo trabalho contínuo de valorização das memórias afro-brasileiras. O reconhecimento como Ponto de Cultura coroa uma trajetória que articula celebrações tradicionais, educação e engajamento comunitário.
Dentre suas principais ações e marcos históricos, evidenciam-se: Eventos de Impacto Comunitário: O espaço promove periodicamente eventos de relevância identitária, como a Feijoada dos Pretos Velhos, a Festa dos Erês e celebrações alusivas ao Dia da Consciência Negra. Formação e Letramento: Realização de cursos, palestras e debates focados nas tradições da Umbanda Sagrada, combatendo o preconceito e disseminando o conhecimento sobre o patrimônio imaterial afro-brasileiro.
Articulação Institucional e Defesa de Direitos: Liderado por sua governança e corpo sacerdotal, o Instituto atua ativamente na defesa dos direitos dos povos de terreiro na Amazônia Legal, exigindo respeito, visibilidade social e reconhecimento formal perante as políticas públicas municipais e estaduais.

