Conexão Tocantins - O Brasil que se encontra aqui é visto pelo mundo
Economia

Foto: Designed by Magnific (www.magnific.com) - Freepik

Foto: Designed by Magnific (www.magnific.com) - Freepik

Junho promete aquecer o varejo. A combinação entre Dia dos Namorados, festas juninas e Copa do Mundo deve impulsionar as vendas em 3,3%, segundo projeção divulgada pela Economia S/A. O mês cria oportunidades para segmentos como moda, beleza, gastronomia, decoração, bebidas, presentes, entretenimento, bares e restaurantes, mas também aumenta a disputa pela atenção do consumidor.

Nas redes sociais, o acúmulo de datas virou assunto entre profissionais de marketing, que passaram a brincar com o desafio de criar campanhas para romance, futebol e São João praticamente ao mesmo tempo. Por trás do humor, existe uma questão estratégica: quando a marca tenta acompanhar todos os movimentos do calendário sem critério, pode até produzir mais conteúdo, mas nem sempre constrói uma mensagem clara para o público.

Segundo Raquel Moreira, co-CEO da Amora, criatividade não significa transformar toda tendência em campanha. “A marca não precisa entrar em todas as datas para ser lembrada. Ela precisa entender quais conversas fazem sentido para o seu público, para sua linguagem e para o posicionamento que deseja construir. Criatividade também é saber escolher, adaptar e criar uma conexão verdadeira com aquilo que a marca já é”, afirma.

Na prática, escolher melhor pode ser mais eficiente do que tentar acompanhar tudo. Uma marca de moda pode usar o Dia dos Namorados para falar de desejo, estilo ou presente. Um restaurante pode explorar experiências para casais, grupos ou dias de jogo. Já uma empresa de serviços talvez não precise vestir sua comunicação de bandeirinha, coração e bola, mas pode trabalhar relacionamento com clientes, atendimento, bastidores ou pertencimento de forma mais alinhada à própria identidade.

Para Raquel, campanhas fortes nascem quando a empresa define o papel de cada ação antes de pensar na peça final. “Antes de criar, o empresário precisa entender se aquela campanha existe para vender no curto prazo, fortalecer posicionamento, aproximar o público ou reforçar um território de marca. Quando essa decisão vem antes da execução, a criatividade deixa de ser improviso e passa a trabalhar a favor da estratégia”, explica.

Em um mês com grande potencial de consumo, o desafio para os negócios é transformar oportunidade em reconhecimento. Junho pode aumentar movimento, vendas e visibilidade, mas marcas mais fortes tendem a ser aquelas que escolhem melhor onde aparecer, o que dizer e como manter consistência mesmo quando o calendário tenta puxar todas para o mesmo lugar. (Precisa/AI)